O fortalecimento da memória cultural e da produção universitária de Juiz de Fora e região ganhou um importante marco na noite de ontem (17). Em evento realizado no Museu de Arte Murilo Mendes (Mamm), foram lançados oficialmente o Centro Integrado de Preservação Audiovisual (CIPAv) e a plataforma UFJF Filmes. A cerimônia contou com a presença do diretor-geral da Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage (Funalfa), Rogério Freitas, e do assessor especial para desenvolvimento do Polo Audiovisual de Juiz de Fora (Polo JF Cine), Cesar Piva, que representaram a Prefeitura de Juiz de Fora.
A iniciativa nasce da articulação de três cursos de graduação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF): Cinema e Audiovisual, do Instituto de Artes e Design (IAD), e Rádio, TV e Internet e Jornalismo, ambos da Faculdade de Comunicação Social (Facom). O projeto é coordenado pela professora do curso de Cinema e Audiovisual, Alessandra Brum.
“Gol de placa”
Para o diretor-geral da Funalfa, Rogério Freitas, os novos equipamentos representam um avanço estratégico para a cultura local. “Ontem na UFJF a gente assistiu a um ‘gol de placa’ do setor de cinema e comunicação da universidade. Primeiro porque o CIPAv é uma iniciativa muito bem-vinda, pois constitui, dentro do ecossistema do audiovisual da cidade, um passo muito importante. Além da preservação do audiovisual da própria universidade, o CIPAv tem uma dimensão regional: serve de apoio e consultoria para que a gente possa preservar a memória audiovisual de Juiz de Fora e da Zona da Mata, quer sejam vídeos institucionais, filmes antigos, filmes de família ou qualquer imagem que faça o registro do passado.”
Freitas ressaltou ainda a complementaridade das ações da universidade com os projetos do Polo JF Cine, destacando a intenção de estreitar laços para a salvaguarda de acervos públicos municipais, como o do Museu da Imagem e do Som (MIS).
Streaming regional
Sobre a UFJF Filmes (plataforma pública e gratuita voltada à exibição de produções acadêmicas), o diretor-geral da Funalfa destacou seu papel crucial na solução de um gargalo histórico dos estudantes e realizadores locais: a difusão dos trabalhos desenvolvidos durante a graduação, muitas vezes, inclusive, com apoio de incentivos municipais como o Programa Cultural Murilo Mendes e a Política Nacional Aldir Blanc (PNAB).
“A dificuldade grande era onde exibir esses filmes, onde apresentar esse primeiro trabalho para a comunidade. A universidade conseguiu fazer esse streaming que, embora focado nos trabalhos universitários, aponta o caminho para o que o Polo Audiovisual também está perseguindo: a criação de um streaming da Zona da Mata”, exaltou.