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Exposição destaca paisagens de Sarandira, Caetés de Minas e Penido durante o mês do patrimônio cultural

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Nesta sexta-feira (8), a exposição “Paisagem d’água e cor: Aquarelas de Sarandira, Caetés de Minas e Penido” chega ao Centro Cultural Bernardo Mascarenhas (CCBM) como uma das ações relacionadas ao mês do patrimônio cultural. A abertura está marcada para as 18h30 e a mostra fica em cartaz até o dia 31 de agosto.

As aquarelas fazem parte de um trabalho desenvolvido, desde 2022, pelo Departamento de Memória e Patrimônio Cultural (Dempac) da Funalfa, em parceria com o projeto de extensão “Inventários Participativos no Município de Juiz de Fora”, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). As obras, inclusive, foram produzidas pelos alunos da disciplina “Croquis Urbanos”, ministradas pelo professor Ricardo Lopes, em diálogo com o projeto coordenado pela professora Mariana Cury.

A comunidade como protagonista

Os Inventários Participativos buscam mobilizar e sensibilizar as comunidades para a identificação de referências e a importância de preservá-las como um patrimônio cultural. Dessa forma, o protagonismo do processo de definição dos bens representativos dos grupos socioculturais não é do poder público, mas sim das próprias comunidades, que definem o que lhes afeta e o que lhes discerne enquanto patrimônio cultural.

“A exposição das aquarelas realizadas pelos discentes da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFJF constitui uma relevante ação de valorização e difusão do patrimônio cultural dos distritos de Juiz de Fora. Ao retratar artisticamente as paisagens de Sarandira, Caetés de Minas e Penido, a iniciativa reforça o vínculo entre o território e as múltiplas identidades locais, destacando elementos singulares e sensíveis do cotidiano dessas comunidades que se expressam através da materialidade e da imaterialidade. Mais do que uma atividade acadêmica, a ação articula ensino, extensão e políticas públicas de educação patrimonial, evidenciando o potencial da metodologia participativa no reconhecimento de bens culturais.”, aponta a historiadora Flaviana Oliveira, integrante da equipe de História do Dempac.

“A parceria entre a universidade e a Funalfa, no contexto do Inventário Participativo do Patrimônio Cultural, exemplifica como a integração entre diferentes saberes e olhares, sensibilidade artística e envolvimento comunitário pode gerar resultados significativos, contribuindo para o fortalecimento das ações de preservação e para o reconhecimento de bens e territórios para além do distrito-sede. Trata-se, portanto, de uma prática que afirma a cidadania por meio do patrimônio, a fim de promover o reconhecimento institucional, realizar uma devolutiva social e ampliar a visibilidade das áreas distritais, ao mesmo tempo em que fortalece o protagonismo de seus moradores.”, completa Flaviana.

10ª Jornada do Patrimônio

A exposição integra a programação da 10ª Jornada do Patrimônio Cultural de Minas Gerais, promovida pela Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG), por meio do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG), que tem como tema “Paisagem Cultural e Patrimônio Toponímico”. Com o objetivo de dar destaque e valorizar a paisagem cultural, as atividades da jornada visam abrir espaço para uma reflexão sobre a relação entre os patrimônios, destacando a importância dos lugares como elementos formadores de memória e identidade.

A mostra de aquarelas pode ser conferida de terça a sexta-feira, das 9h às 21h, e aos sábados e domingos, das 10h às 16h. O CCBM fica na Avenida Getúlio Vargas, 200, Centro.

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