Para os agentes culturais da cidade, esta moça dispensa apresentações, mas a gente vai apresentar mesmo assim. Nesta semana, o “Gente Nossa” é sobre quem ajuda a abrir caminhos para que a cultura floresça em Juiz de Fora. Como supervisora de Criação e Acompanhamento de Editais, a Fernanda Amaral é uma das cabeças responsáveis por transformar sonhos em oportunidades, levando ao público mecanismos que impulsionam a arte e fortalecem a cena cultural da cidade. Seu trabalho é daqueles que não aparecem sob os holofotes, mas que iluminam os palcos, bibliotecas, galerias e ruas onde a criação acontece.
Sua trajetória se confunde com a própria história da Funalfa. Afinal, são 22 anos de casa! Entre experiências, encontros e conquistas, Fernanda colheu memórias que se tornaram tão valiosas quanto os projetos que ajudou a concretizar. Se a Fundação é hoje uma das engrenagens vitais da cultura juiz-forana, muito se deve a profissionais como ela, que dedicam sua vida a transformar o fazer cultural em um bem coletivo.
Nome completo: Fernanda Amaral de Almeida
Data de nascimento: 07/08/1978
Cidade natal: Valença – RJ
Família: Os pais Léa e Aluízio, as irmãs Fabiana e Fabrícia, o sobrinho Pedro e o namorado André
Formação: Bacharel em Direito (UFJF) e especialista em Gestão Pública (UFJF)
Função na Funalfa: Supervisora de Criação e Acompanhamento de Editais
Tempo na Fundação: 22 anos
O que gosta de fazer nos momentos de lazer? “Nas horas vagas, gosto mesmo é de ‘fazer nada’. Ter tempo para pensar e descansar é muito importante. Parafraseando Guimarães Rosa, ‘Felicidade se acha nas horinhas de descuido’. Afinal, é nessas horinhas que, muitas vezes, surgem as melhores ideias e pensamentos. E o meu fazer nada fica ainda melhor quando estou cercada das pessoas que amo.”
O que mais gosta no trabalho na Funalfa? “Não há pontualmente algo que eu goste mais de fazer, quando penso nas tarefas cotidianas. O que me realiza, de fato, é ver o resultado de todas as muitas coisas que fazemos, seja de forma coletiva ou individual, se concretizar em políticas de cultura. Em ações e projetos que colaboram para que Juiz de Fora cumpra seu papel de cidade vocacionada à cultura. Porque é isso que essa cidade é! Além, claro, de adorar o convívio com minhas colegas de departamento e com tantos outros companheiros da Funalfa que conseguem dar leveza ao nosso dia a dia.”
Alguma história que viveu na Fundação te marcou? “Impossível pontuar uma única história marcante nesses 22 anos. Desde minha experiência no Museu Mariano Procópio, meus anos (de muita produção) no CCBM e mais outros tantos no Programa Cultural Murilo Mendes, vivenciei histórias maravilhosas. Conheci muita gente bacana, vi nascer e crescer grandes talentos da cidade, acompanhei projetos maravilhosos da Funalfa, como o Corredor Cultural, o pré-carnaval com os blocos e os shows incríveis, a construção e inauguração da Praça CEU, a inauguração do Teatro Paschoal Carlos Magno, o nascimento do Conselho Municipal de Cultura, as Conferências de Cultura, a criação do nosso Plano Municipal, além de mais uma série de projetos financiados pelos nossos editais que me trazem muita satisfação a cada concretização. Compartilho com os realizadores a satisfação do dever cumprido. Mas o mais importante e marcante de toda essa vivência é que aqui fiz amigos. Serei eternamente grata aos tantos e tantas que vieram antes de mim, pessoas que construíram esta Fundação, a tornaram respeitada e reconhecida. Pessoas que verdadeiramente me acolheram na chegada, me ensinaram tanto e estão, muitos, até hoje, caminhando ao meu lado.”