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Foi publicado nesta sexta-feira (13), no Atos do Governo, o decreto que oficializa o registro do samba “Tristeza Pé no Chão” como Bem Cultural de Natureza Imaterial. A composição de Armando Fernandes de Aguiar, o Mamão, foi lançada em 1972 e eternizada na voz da cantora Clara Nunes em 1973.
O decreto nº 17.721, de 12 de março de 2026, estabelece o reconhecimento oficial da obra como patrimônio imaterial do município de Juiz de Fora. A medida foi assinada pela prefeita Margarida Salomão com base na Lei Municipal nº 10.777/2004, que institui a política de proteção do patrimônio cultural da cidade, e no Decreto Federal nº 3.551/2000, responsável por regulamentar o registro de bens culturais de natureza imaterial no país.
De acordo com o documento, a composição é reconhecida como uma importante expressão do samba juiz-forano e também destaca a relevância histórica da música no cenário cultural local, lembrando que “Tristeza Pé no Chão” foi apresentada no palco do Cine-Theatro Central durante o Festival de Música Popular Brasileira de Juiz de Fora, na voz de Clara Nunes. Ao longo das décadas, a obra consolidou-se como parte da memória coletiva do município, conectando diferentes gerações e servindo de inspiração para músicos e intérpretes.
Outro ponto ressaltado é a importância de Mamão, reconhecido como figura histórica de grande relevância para a cultura local. Sua produção musical é considerada parte fundamental da identidade artística e poética de Juiz de Fora.
Com o reconhecimento oficial, o samba será inscrito no Livro de Registro próprio do município, na categoria “Formas de Expressão”, conforme previsto no processo administrativo nº 12.606/2025. O decreto também estabelece que o Departamento de Memória e Patrimônio Cultural (Dempac) será responsável pela política pública de salvaguarda e proteção do bem imaterial, em conjunto com os detentores da tradição e com o Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural (Comppac).
A partir desse registro, o poder público municipal passa a incentivar ações contínuas de fomento, valorização e difusão da obra, garantindo a preservação das tradições, saberes e significados culturais associados ao samba “Tristeza Pé no Chão”, reforçando sua importância para a história e para a identidade cultural de Juiz de Fora.