A Galeria Nívea Bracher inaugura nesta quinta-feira (5), às 19h30, a exposição “MadeiraArte”, do artista plástico Edmundo Schmidt. A mostra apresenta ao público um conjunto de obras que exploram a madeira como matéria-prima principal, em composições que unem pintura, escultura e relevo e fica em cartaz até o dia 5 de abril. O espaço faz parte do Mercado Cultural AICE, localizado no segundo piso do Mercado Municipal de Juiz de Fora.
Nascido no Rio de Janeiro e criado em Juiz de Fora, onde vive e produz atualmente, Edmundo Schmidt é artista autodidata e desenvolve trabalhos em acrílico, esculturas e quadros feitos a partir de diferentes tipos de madeira. Sua produção é marcada pelo uso de materiais pouco usuais, como compensado, MDF, ladrilho, azulejo, cortiça, cascas e pedaços de árvores.
A pesquisa artística de Edmundo parte da experimentação constante de formas, cores e contrastes. Um dos destaques de seu trabalho é o uso da terceira dimensão, fazendo com que as obras ultrapassem a base plana e ganhem volume, criando uma relação direta com o espaço e com o olhar do visitante.
Grande parte das peças utiliza sobras de serrarias e madeiras de demolição, recolhidas após longos períodos de exposição ao tempo. Ao trabalhar esses materiais, o artista revela texturas e tonalidades inesperadas, transformando resíduos em elementos centrais de sua poética visual. A prática do reaproveitamento também carrega um sentido simbólico, ligado à ideia de reinvenção e transformação — não apenas dos objetos, mas também das pessoas.
As obras apresentadas na exposição alternam entre o uso da madeira em seu estado natural, apenas envernizada, destacando seus veios e características originais, e a madeira pintada, combinada a outros materiais. Em todos os casos, o elemento madeira permanece como protagonista da composição.
Com obra presente na terceira edição da mostra “gerAções”, também na Galeria Nívea Bracher, Edmundo Schmidt já participou de diversas exposições individuais e coletivas em cidades de diferentes regiões do Brasil. A mostra “MadeiraArte” convida o público a conhecer essa trajetória e a refletir sobre os limites entre arte, matéria e reaproveitamento.